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DENÚNCIA CHATEIA PROTETOR DOS CACHORROS.

nta Fé do Sul enfrenta abandono de cães e matança de gatos; protetores pedem política pública
GAVAS, fundado há quase 20 anos para esterilização, está sobrecarregado. Dentista que cuida de 20 cães sozinho denuncia denúncias falsas.
Santa Fé do Sul, no noroeste paulista, vive uma rotina de animais largados em terrenos baldios e estradas vicinais. O abandono, tipificado como crime de maus-tratos pela Lei Federal 9.605/98, tem se somado a relatos de envenenamento e matança de gatos em bairros periféricos. Moradores que alimentam colônias dizem que já não sabem a quem recorrer.
O GAVAS — Grupo de Apoio e Vigilância Animal de Santa Fé — foi constituído formalmente como organização da sociedade civil em 26 de setembro de 2006, após um ano de reuniões entre protetores independentes. O foco institucional, desde o início, é o controle populacional por meio da esterilização cirúrgica de cães e gatos e a luta por políticas públicas.
Na prática, a estrutura não acompanha a demanda. Em fevereiro de 2025, um vídeo seu mostrou um cão preto extremamente magro, com costelas à mostra, abandonado na Estrada 15. Na narração você alertou: “Abandono de animais: até quando?”. O registro apontou que o GAVAS não tinha capacidade para absorver novos casos naquele momento, que o CCZ demorou a responder aos chamados e que, após pressão, o animal foi recolhido e levado para cuidados no GAVAS.
É nesse vácuo que atuam protetores independentes. Um deles é o dentista Dr. Plínio, que mantém sozinho cerca de 20 cães em sua chácara. Ele relata que, além do custo com ração e veterinário, enfrenta denúncias anônimas de vizinhos — muitas vezes infundadas — contra tutores que, como ele, mantêm os animais em boas condições. O apelo de Plínio é direto: que a fiscalização diferencie abandono real de boatos, para não punir quem protege.

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