Prisão de Acusado de Homicídio em Festa de Confraternização Agita Santa Rita do Oeste, SP
Santa Rita do Oeste, SP – 04 de fevereiro de 2026 – Um episódio trágico que abalou a pequena comunidade de Santa Rita do Oeste, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos com a prisão de Alan Rosário, acusado de matar o jovem Abnael de Jesus Alves, de 22 anos, durante uma festa de confraternização no final de 2025. O crime, que começou com uma discussão banal envolvendo uma criança e uma bituca de cigarro, terminou em um disparo fatal e agora é investigado como homicídio consumado pela Polícia Civil.
De acordo com relatos de testemunhas e o boletim de ocorrência, o incidente ocorreu na noite de 20 de dezembro de 2025, em uma área rural do município, próximo a Santa Fé do Sul. A festa, que reunia amigos e familiares para celebrar o fim do ano, transformou-se em caos quando a filha do acusado, uma criança pequena, pegou uma bituca de cigarro do chão e a colocou na boca. Abnael, que participava do evento, não gostou da situação e repreendeu a menina, alertando sobre os riscos à saúde.
A mãe da criança não aceitou a intervenção e iniciou uma discussão acalorada com a vítima. O desentendimento escalou rapidamente, envolvendo outros participantes da festa. Segundo os envolvidos, a briga se estendeu até a residência de Alan Rosário, onde o acusado, de 26 anos, sacou uma arma de fogo e disparou contra a cabeça de Abnael. O jovem foi socorrido em estado grave pelos Bombeiros e transferido para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu três dias depois, em 23 de dezembro.
Após o tiro, Alan fugiu do local levando a arma do crime, o que inicialmente complicou as investigações. O caso foi reclassificado de tentativa de homicídio para homicídio consumado, conforme o artigo 121 do Código Penal Brasileiro. O corpo de Abnael foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico, que deve auxiliar na elucidação completa dos fatos.
Nossa reportagem obteve acesso exclusivo à versão do acusado, Alan Rosário, que, em depoimento à polícia, alegou ter agido em defesa de sua família. Segundo ele, a discussão ganhou tons agressivos quando Abnael teria avançado verbalmente contra sua esposa e filha, o que o levou a perder o controle. “Eu só queria proteger minha família. As coisas saíram do controle, e eu me arrependo profundamente”, disse Alan, em declaração obtida por nossa equipe. Ele nega premeditação e afirma que o disparo foi acidental durante o tumulto. A defesa do acusado deve argumentar por atenuantes, como provocação da vítima, a comunidade de Santa Rita do Oeste, com cerca de 2.500 habitantes, ainda se recupera do choque. Familiares de Abnael descrevem o jovem como uma pessoa pacífica e trabalhadora, que participava ativamente de eventos locais. “Ele só quis ajudar a criança, e acabou pagando com a vida”, lamentou um parente próximo, que preferiu não se identificar. A família cobra justiça e pede rigor nas investigações.
A Polícia Civil continua apurando o caso, ouvindo testemunhas e analisando evidências. Alan Rosário permanece detido à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. O inquérito deve ser concluído nas próximas semanas.
Este trágico evento serve como alerta sobre os perigos de discussões impulsivas em ambientes sociais, especialmente quando envolvem armas de fogo.
