ragédia na Ucrânia: Mãe de Rubinéia Lamenta Morte de Filho.
Rubinéia, SP – 20 de janeiro de 2026 – A pequena cidade de Rubinéia, no interior de São Paulo, está em luto pela morte de Felipe de Almeida Borges, um jovem de 25 anos que perdeu a vida no front da guerra na Ucrânia. A notícia, confirmada pela família, expõe o drama de brasileiros que se envolvem em conflitos internacionais, muitas vezes sem o conhecimento de seus entes queridos. A mãe de Felipe, Clarice Batista de Almeida, compartilhou publicamente sua dor avassaladora, pedindo justiça e providências contra o recrutamento de jovens para tais causas.
Felipe, descrito por familiares como um rapaz aventureiro e determinado, saiu do Brasil sob o pretexto de uma viagem comum. Ele partiu para Madri, na Espanha, e de lá seguiu para a Ucrânia, onde se alistou como soldado voluntário nas forças que combatem a invasão russa. No entanto, o jovem manteve segredo sobre suas intenções reais: mentiu para a mãe e para a esposa, alegando motivos pessoais ou profissionais para a ausência. “Ele disse que ia trabalhar, mas na verdade já era um soldado na guerra”, relatou Clarice em entrevista recente, com a voz embargada pela emoção. A descoberta da verdade veio apenas após a confirmação de sua morte, ocorrida em 27 de dezembro de 2025, em circunstâncias ainda não detalhadas pelas autoridades ucranianas.
A família agora enfrenta uma batalha burocrática e emocional para repatriar o corpo de Felipe. Clarice e a esposa do jovem estão mobilizando esforços junto a embaixadas, consulados e órgãos governamentais brasileiros para trazer os restos mortais de volta a Rubinéia, onde pretendem realizar um enterro digno. “É uma dor que não tem fim. Quero pelo menos poder me despedir dele aqui, na nossa terra”, desabafou a mãe, destacando as dificuldades logísticas impostas pelo conflito em curso. A guerra na Ucrânia, que completou quase quatro anos desde a invasão russa em fevereiro de 2022, continua a atrair voluntários internacionais, incluindo brasileiros, mas os processos de repatriação de corpos são complexos e demorados.
Este não é um caso isolado no interior paulista. Na semana passada, outro jovem da vizinha Ilha Solteira também morreu na mesma guerra, intensificando o alerta sobre o recrutamento de brasileiros para combates estrangeiros. Relatos indicam que redes sociais e grupos online facilitam o alistamento de mercenários ou voluntários, muitas vezes com promessas de aventura, remuneração ou ideais patrióticos. Clarice Batista de Almeida faz um apelo veemente às autoridades: “Peço que o governo tome providências contra esse recrutamento. Nossos jovens estão sendo levados para a morte sem que saibamos. Isso precisa parar”.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) ainda não se pronunciou especificamente sobre o caso de Felipe, mas tem emitido alertas regulares sobre os riscos de involvement em zonas de conflito. Especialistas em relações internacionais apontam que, desde o início da guerra, dezenas de brasileiros se juntaram às forças ucranianas, atraídos pela causa ou por oportunidades econômicas. No entanto, as consequências para as famílias deixadas para trás são devastadoras, como no caso da família Borges.
