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Moradores de Santa Fé do Sul Cobram Ação Urgente Contra o Mau Cheiro e Poluição Causados pelo Frigorífico Brazilian Fish.

Santa Fé do Sul, SP – 18 de agosto de 2025
Em meio ao Distrito Industrial 1 de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo, uma nuvem de desconforto paira sobre a população local. O frigorífico de peixes Brazilian Fish, uma das principais indústrias da região, tem sido alvo de crescentes reclamações por parte dos moradores, que relatam um mau cheiro insuportável e problemas ambientais graves decorrentes do descarte inadequado de dejetos e resíduos de peixe. Apesar das denúncias serem antigas e conhecidas pelas autoridades, pouca ou nenhuma providência tem sido tomada, deixando a comunidade em busca de soluções efetivas junto ao poder público.
A situação, segundo relatos apurados junto à população, vai além do incômodo olfativo. Moradores vizinhos ao frigorífico afirmam que parte dos resíduos não recebe tratamento adequado e acaba sendo direcionada ao esgoto municipal sem o devido processamento. “É um cheiro de podre que invade as casas, especialmente nos dias quentes. Não dá para abrir as janelas,  desabafa Maria Silva, residente há mais de 10 anos na região próxima ao Distrito Industrial. Outros contam que os bueiros entopem constantemente devido ao acúmulo de matéria-prima descartada, como vísceras e restos de peixe, causando transbordamentos que espalham sujeira e odores pelas ruas.
Esses problemas não são isolados. A contaminação do sistema de esgoto afeta não apenas os vizinhos diretos, mas toda a rede municipal, gerando riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Especialistas em saneamento consultados informalmente alertam que o descarte irregular de resíduos orgânicos pode levar à proliferação de bactérias, contaminação de lençóis freáticos e até impactos em rios próximos, como o Paraná, vital para a economia local baseada na pesca e na aquicultura.
Autoridades Conhecem o Problema, Mas Ação é Inexistente
O que mais indigna a população é a inércia das autoridades responsáveis. A Prefeitura de Santa Fé do Sul, por meio de sua Secretaria de Meio Ambiente, a Polícia Ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e o Ministério Público do Meio Ambiente têm sido notificados repetidamente sobre as irregularidades. “Eles sabem disso há anos.
De acordo com apurações preliminares, o frigorífico Brazilian Fish opera com licenças ambientais, mas há indícios de que o volume de resíduos gerados excede a capacidade de tratamento declarada. A empresa, que se apresenta em seu site oficial como comprometida com práticas sustentáveis – incluindo redução de efluentes e destinação adequada de resíduos –, parece não cumprir integralmente essas promessas na prática.
A CETESB, responsável pela fiscalização de indústrias poluidoras, já registrou multas em casos semelhantes em outras regiões do estado, mas em Santa Fé do Sul, o silêncio prevalece. O SAAE, que gerencia o esgoto municipal, admite sobrecargas no sistema, mas atribui o problema a “fatores diversos”, sem apontar diretamente o frigorífico. Já a Polícia Ambiental e o Ministério Público, órgãos com poder de investigação e punição, têm sido criticados por não realizarem inspeções regulares ou ações judiciais para embargo ou correção das falhas.
População Exige Soluções Imediatas
A comunidade de Santa Fé do Sul não aguenta mais esperar. Um grupo de moradores planeja uma manifestação pacífica em frente à Prefeitura nos próximos dias, cobrando uma auditoria independente no frigorífico e medidas concretas, como:
• Tratamento obrigatório de todos os resíduos: Instalação de estações de tratamento no local para evitar o descarte no esgoto municipal.
• Fiscalização rigorosa: Visitas surpresa da CETESB e Polícia Ambiental para verificar o cumprimento de normas ambientais.
• Indenizações e reparos: Compensação aos afetados pelo mau cheiro e poluição, além de limpeza imediata dos bueiros e rede de esgoto pelo SAAE.
• Ação judicial: Intervenção do Ministério Público para responsabilizar a empresa e as autoridades omissas.
“Queremos uma solução definitiva. Não é só sobre cheiro ruim, é sobre saúde, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.
Enquanto as autoridades não agem, a população de Santa Fé do Sul continua sofrendo as consequências de um problema evitável. Esta matéria serve como um apelo urgente: Prefeitura, Meio Ambiente, Polícia Ambiental, CETESB, SAAE e Ministério Público, é hora de assumir responsabilidades e proteger a comunidade. A inação não pode mais ser tolerada.

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