Justiça

Médicos acusados de trote violento ficam impedidos de frequentar bares

28 Set 2019
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Os 24 médicos ouvidos nesta sexta-feira (27) durante a primeira audiência sobre o caso do trote violento na Faculdade de Medicina (Famerp) de São José do Rio Preto (SP) terão de cumprir uma série de medidas firmadas com a Justiça para que o processo seja arquivado.

O caso foi registrado em 2014 e veio à tona depois que 50 estudantes da faculdade denunciaram terem sido vítimas de trote violento em uma festa para receber novos alunos.

Com o acordo firmado e por ser crime de menor potencial, a ação foi suspensa por dois anos para as medidas serem cumpridas, entre elas multa de R$ 640 mil, apresentação compulsória à Justiça todo mês, proibição para frequentar casas noturnas e bares. Caso os réus não cumpram as determinações, o processo volta a correr na Justiça.

Médicos acusados de trote violento ficam impedidos de frequentar bares

De acordo com o Ministério Público, os acusados eram estudantes veteranos em 2014 e teriam praticado atos que seria crime de constrangimento ilegal contra os calouros durante as festas de recepção, conhecidas como "Chopadas".

Na época, 31 ex-universitários foram denunciados. Contudo, um deles era menor na época e a denúncia prescreveu. O restante não foi localizado pela Justiça e não participou da audiência realizada no Fórum de Rio Preto.

A Faculdade de Medicina de Rio Preto disse que realiza em todo início de ano letivo uma semana de integração com a intenção de promover a união e integração entre os estudantes e que é contra o trote. Além disso, também informou que vem colaborando com a Justiça.

Denúncia

Em 2014, o estudante Luiz Fernando Alves denunciou o trote violento da Famerp e chegou a registrar um boletim de ocorrência. Ele teria sido agredido por veteranos. Depois dele, pelo menos 50 vítimas procuraram a Justiça para denunciar o trote.

Segundo o boletim de ocorrência na época, o estudante estava em uma festa organizada pelos veteranos em uma chácara no Jardim Aclimação. O evento, que teria a duração de três dias, começou no dia 18 de março e iria até o dia 20.

No primeiro dia, o estudante afirma que foi obrigado a fica de joelhos e carregar 10 garrafas de cerveja, que foram jogadas em sua cabeça por outros alunos. O estudante ainda teria sido agredido com tapas e chutes, além de receber agressões de alunos que batiam com garrafas de cerveja em sua orelha.

A denúncia inicial envolvia 31 médicos, que na ocasião do trote eram veteranos da Famerp. No decorrer do processo, a acusação prescreveu para um deles e para outros 6 o processo foi suspenso, já que eles não foram localizados para serem intimados.






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