Coronavírus

Adolescentes e funcionários da Fundação Casa de Mirassol são diagnosticados com Covid-19

01 Ago 2020
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A Fundação Casa de Mirassol (SP) informou na tarde desta sexta-feira (31) que 17 adolescentes, um servidor e um funcionário terceirizado testaram positivo para o novo coronavírus.

De acordo com a assessoria da instituição, 35 internos em cumprimento de medida socioeducativa, 14 servidores, 19 funcionários de uma organização social e quatro terceirizados foram submetidos a teste rápido de Covid-19.

Mais de 40 funcionários e internos também testaram positivo em Rio Preto

Deste total, 53 testes deram negativo e 19 foram positivos. Os funcionários foram afastados e os adolescentes colocados em áreas isoladas no próprio centro socioeducativo.

O Judiciário foi informado dos casos, seguindo provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Juizado da Infância e Juventude vai analisar quantos adolescentes podem ser liberados para cumprir a quarentena em casa.

Segundo a Fundação Casa, a testagem ocorreu porque funcionários da organização social e da instituição apresentaram sintomas nas últimas semanas, com alguns casos confirmados.

Ações contra o coronavírus

Com relação aos cuidados de saúde e de prevenção da Covid-19, tanto dos adolescentes como dos servidores da instituição, a Fundação Casa informou que, logo após a decretação da pandemia em março, foi criado internamente o Comitê de Gerenciamento de Crise.

O órgão tomou decisões e implementou medidas em todos os centros socioeducativos do Estado, visando a preservar a vida dos adolescentes em atendimento e dos servidores, assim como manter um ambiente de trabalho seguro.

A instituição alegou que o adolescente que entra no sistema socioeducativo, tendo ou não sintomas de Covid-19, é colocado em isolamento, em local provisório, recebendo orientações quanto à higienização, distanciamento e uso de máscaras, protocolos de saúde usados visando evitar a disseminação entre os demais jovens e servidores.

Entre as ações realizadas, a Fundação Casa disse que criou Centros de Atenção Especial (CAE), como espaços de quarentena para a entrada de jovens no sistema socioeducativo, apreendidos pela polícia.

Nos centros, com servidores orientados sobre cuidados de higiene e com equipamentos de proteção individual, os adolescentes ficam 14 dias antes de serem transferidos para qualquer centro de internação provisória.



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